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CONVERSANDO COM O MENTOR nº 003
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Grupo. Como foi a sua volta após a seu estagio nas zonas inferiores ?
M. Aprender é sempre bom, principalmente quando a gente se dispõe a aprender para poder servir melhor.
Muitas vezes aprender por si só é uma coisa fácil, colocar em prática tudo aquilo que se aprende já é um pouco mais difícil. Invariavelmente tem momentos dolorosos, mas foi bom.
Voltar também foi bom. Poder estar de volta naquilo que agrada o coração é sempre uma coisa muito boa.
O melhor de tudo é a gente poder perceber que sempre temos o que melhorar nas nossas ações, e que, por mais amor que se tenha naquilo que se faz, se não crescermos, se não melhorarmos, senão aprendermos e praticarmos, chega dado momento que só o amor não é suficiente. Aí precisa ser acompanhado de disciplina, de ponderação e precisa ser cada vez mais isentos de falhas, porque em nome do amor muitos já erraram nessa terra e outros tantos erraram fora dela. Então amor é bom sim, mas só amor, sem conhecimento, sem esclarecimento e sem observância nas atitudes nos leva a um abismo chamado desequilíbrio. Então no meu tempo fora eu pude rever muito disso.
Grupo. No nosso último caso, a gente viu que a entidade não-luz entregou todo o mental dele e ele não vai mais ser respeitado lá embaixo, vai ser escravo. Ele vai pedir ajuda?
M. Tá preocupado com o bichinho não-luz?
Grupo. É que poderíamos ter mostrar pra ele o que ia acontecer.
M. Ele sabe o que vai acontecer.
Grupo. Mas não deu o braço a torcer…
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APRENDENDO COM O MENTOR
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M. Respeito lá embaixo se impõe com força, com brutalidade, o que cega esses não-luz e outros tantos é que eles acham que o respeito que eles adquiriram lá, e que é mantido graças a diversas coisas que eles tem que fazer e usar, não se mantém quando se perde determinados objetos (condensadores de energia), porque são esses objetos que sustentam e, por mais que se queira, por mais conhecimento que se tenha às vezes, repetimos, às vezes, isso por si só não é o suficiente pra manter as entidades não-luz no lugar, no posto que eles ocupavam. Mas, alguns preferem se iludir achando que, só porque ficou muito tempo numa determinada posição, mesmo que volte sem seus atributos, ainda vai ser reconhecido porque ele é o tal que ocupava aquela posição.
Isso é igual a tubarão banguela, é tubarão, mas não pode atacar mais ninguém.
A entidade não-luz sabia o que ia acontecer. Ele não é ingênuo e, a condição estabelecida para ele poder ir embora foi justamente essa, teria que deixar o tal objeto. Ele optou, a gente respeita, porque não estamos lidando com seres ignorantes, que desconhecem os processos da lei. Ele conhece, ele sabe.
Aí voces podem perguntar: – “ah M. , você não podia ter impedido?”, podia, mas eu respeitei a vontade dele e ele já tinha sido avisado tempos atrás: “Bichinho não-luz, esse caminho que tu tá seguindo não vai ser bom pra tu. Vai chegar um momento…”. E o momento chegou. A gente respeita a escolha.
A hora que começar doer e vai ser logo, aí ele chama. Aí quando ele chamar de verdade e não só pra fugir da peia, aí a gente ajuda. Até lá…
Grupo. Ele tinha respaldo de outros para ele falar com a gente do jeito que falou?
M. Para falar sim. Entendam; lá é cada um por si, não tem amizade. Tem lealdade as vezes, mas não tem amizade. Ser leal é diferente de ser amigo. Quem é leal faz tudo o que tu pede. Quem é amigo evita que tu faça muita besteira, não confundam.
Grupo. As custas de muita dor…
M. Porque o amigo vira bicho porque tá tentando te ajudar. Amigo é aquele que te avisa quando voce vai fazer besteira, mesmo que isso lhe custe a amizade.
M. Fiquem todos na paz e na luz do Nosso Senhor do Bonfim e que a luz Dele guarde e guie a todos vocês.
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Obs.: M. = Mentor
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